Por Serg Smigg
No quarto silencioso de um hospital público em São Paulo, uma senhora de 68 anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), aguarda visita de equipe médica. Ao lado, a filha segura firme sua mão, enquanto uma enfermeira ajusta o monitor cardíaco com a precisão de quem sabe que cada gesto é também ato de acolhimento. A cena resume o dilema contemporâneo: como oferecer cuidado técnico e humano a pessoas com necessidades especiais — idosos, crianças autistas, pacientes em convalescença — diante de desafios neuropsiquiátricos que ainda são pouco discutidos?
Neuropsiquiatria e envelhecimento no TEA
Pesquisas recentes apontam que adultos e idosos autistas enfrentam maior risco de desenvolver ansiedade, depressão e até demências. Segundo estudo conduzido por Larissa Maiara Fernandes de Morais, Darleane Marques dos Santos, Bárbara de Oliveira Santaroni Cortat e Ana Karina da Cruz Machado, o envelhecimento no espectro autista exige protocolos clínicos específicos, já que habilidades adaptativas tendem a declinar e o isolamento social agrava sintomas.
A jornalista Ângela Schmidt, autora de reportagem no portal Idosos com Dignidade, reforça: “O autoconhecimento é essencial para que o idoso autista reconheça seus limites e busque apoio. Sem isso, o risco de desenvolver transtornos psiquiátricos aumenta consideravelmente”.
Dr. Ricardo Menezes, neurologista do Hospital das Clínicas (SP):
“O envelhecimento no TEA é um campo ainda pouco explorado. Muitos pacientes chegam à terceira idade sem acompanhamento especializado. Precisamos integrar neurologia e psiquiatria para oferecer diagnósticos precoces e evitar que quadros de ansiedade ou depressão evoluam para demências.”
Enfermeira Carla Souza, especialista em cuidados paliativos:
“O cuidado técnico é indispensável, mas o vínculo humano é o que sustenta o paciente. Em idosos autistas, por exemplo, a rotina hospitalar pode ser angustiante. Cabe a nós criar um ambiente previsível e acolhedor, reduzindo o estresse e favorecendo a adesão ao tratamento.”
Cuidados paliativos: dignidade em todas as fases
Em 2024, o Brasil instituiu a Política Nacional de Cuidados Paliativos no SUS, destacada pela Revista Brasileira de Cancerologia (SciELO). O objetivo é garantir que pacientes com doenças graves tenham acesso a alívio físico, emocional e espiritual. Para a pesquisadora Ângela Pinto dos Santos, autora na Revista Tópicos, o desafio é ampliar a formação de profissionais e assegurar equidade de acesso.


Onde buscar apoio
- Leme Home Care
- Hospitais universitários com ambulatórios de neurologia e psiquiatria (ex.: Hospital das Clínicas – SP)
- Serviços de cuidados paliativos do SUS
- Organizações culturais e sociais como Doutores da Alegria
Entre exames neurológicos, protocolos psiquiátricos e visitas de palhaços, o universo dos cuidados especiais revela uma verdade simples: ciência e humanidade não são opostos, mas complementares. O futuro da saúde de idosos autistas, crianças em tratamento e pacientes em convalescença depende da integração entre pesquisa, profissionalismo e afeto. Afinal, cuidar é também reconhecer a singularidade de cada vida.

Cuidar de quem você ama começa com uma escolha segura
Se você tem um familiar com necessidades especiais — seja idoso, autista, em recuperação ou com mobilidade reduzida — a Leme Home Care oferece cuidado profissional, humanizado e acessível, onde ele mais precisa: em casa.
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Fontes: Editorarealize (estudo acadêmico), Idosos com Dignidade, Doutores da Alegria, Assembleia Legislativa de São Paulo, Observatório do 3º Setor, Ministério da Saúde, SciELO Brasil, Revista Tópicos.


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