A música acompanha a humanidade desde os primórdios. Na terceira idade, ganha papel ainda mais relevante. Além de proporcionar prazer e bem-estar, pode atuar como ferramenta terapêutica. Efeitos são visíveis em tópicos diversos, como memória, humor e integração social.
Estudos recentes e experiências de profissionais brasileiros reforçam as perspectivas. Confirma que som e ritmo são aliados poderosos na promoção da saúde dos idosos.
Música e ciência: evidências crescentes
Em 2023, pesquisadores da Universidade Monash, na Austrália, publicaram interessante estudo: sessões regulares de música diminuem incidência de demência em até 40%. Há fortes indícios de 35% menos riscos da doença em idosos que tocam algum instrumento.
A pesquisa, divulgada em veículos como The Guardian e ABC News Australia, reforça a importância da música como estímulo cognitivo.
A psiquiatra brasileira Salma Ribeiz é especialista em saúde mental do idoso. Ela destacou que “sons e ritmos ajudam a melhorar o humor, reduzir ansiedade e estimular a memória, com respaldo crescente da neurociência”.
A afirmação foi oferecida em entrevista ao portal iMedicina em 2024. A doutora mostrou a importância da presença da música na rotina de cuidados, seja em lares de idosos ou em atendimentos domiciliares.

Além disso, revisões publicadas em periódicos de Neuroeducação Musical apontam que a prática musical promove bem-estar integral e valorização da vida, sendo recomendada como intervenção complementar por profissionais de saúde e musicoterapeutas.
Experiências brasileiras: proximidade e prática
A musicoterapeuta Maria Lúcia de Andrade é mestre em Musicoterapia pela Universidade Federal de Goiás. Em seus escritos, relata aspectos surpreendentes da relação música-idosos: “idosos que participam [de grupo de música] sentem maior pertencimento e relatam menos solidão”. Segundo ela, o simples ato de cantar em conjunto fortalece vínculos e estimula funções cognitivas.

O musicoterapeuta Carlos Eduardo Silva, membro da Associação Brasileira de Musicoterapia, reforça o conceito. Explica que atividades com instrumentos simples — como tambores ou chocalhos — ajudam na coordenação motora e na interação social. “Não é necessário conhecimento musical prévio; o importante é o envolvimento e a vivência sonora”, afirmou em entrevista ao Estadão Saúde em 2022.
Há outra boa estratégia para inserir música no dia a dia de quem precisa de atenção especial. E podem ser idosos, crianças, adolescentes. Organizar playlists personalizadas é excelente recurso terapêutico.
Ao reunir músicas marcantes do passado, é possível evocar memórias e proporcionar bem-estar emocional. Essa prática foi destacada em reportagem da BBC Brasil em 2023. Em vídeo emocionante, bailarina com Alzheimer lembra seus movimentos no espetáculo “Lago dos Cisnes”.
A música, seja por meio da escuta, do canto ou da prática instrumental, revela-se ferramenta com alta eficiência. Além disso, é acessível, tem respaldo científico e de experiências práticas.
Incorporar sons e melodias ao cotidiano dos idosos é mais do que entretenimento: é cuidado, saúde e dignidade.

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