Enquanto observava seus pais e Clara, Helena refletia sobre a profunda diferença entre o amor verdadeiro e as obrigações financeiras. A cena diante dela, de cordialidade e amizade, contrastava fortemente com a história da cliente que defendia.
“Tem-se dedicação e amor pelo histórico de vida, não pelo histórico bancário”,
…repetiu em pensamento, sentindo uma mistura de tristeza e esperança.
Ela admirava a paciência e o carinho de Clara, que, mesmo diante das dificuldades, conseguia transformar o cuidado em um ato genuíno de humanidade. Seus pais, apesar dos desafios da idade e da doença, encontravam conforto e dignidade naquele ambiente de afeto.
Helena sabia que, embora o sistema jurídico pudesse garantir direitos materiais, o que realmente importava era a presença, o respeito e o amor compartilhado no dia a dia.
Tinha certeza claríssima de que teria êxito no universo jurídico sobre o caso da senhora abandonada que defendia; conseguiria fazer que tivesse todo o conforto que ela própria preparara para si e para os filhos. Entretanto, era certo que não conseguiria oferecer àquela senhora o que ela própria, Helena, e Clara ofereciam a seus pais.
Com essa convicção renovada, ela se sentia ainda mais motivada a lutar por aqueles que, como sua cliente, precisavam de voz e proteção, e a valorizar cada gesto de cuidado que via em sua própria casa.
— “Instituto Hortência&Lourenço.” – Falou em voz alta.
— Falou com a gente, dona Helena? – Clara quis saber.
— O que você falou, filha? – O senhor Lourenço também ficou curioso. — Acho que pensei alto, pai.
Habitue-se a acessar diariamente nosso site e acompanhe a saga dos Cuidadores da Rua da Luz. Os capítulos seguintes serão publicados em breve.
Você tem grandes e belas histórias que espelham a todos o carinho e a dedicação para amigos e parentes com necessidade de atenção especial. Envie-as para nós acionando o "Clique aqui" (abaixo) ou por meio de nosso endereço (abaixo).


Deixe um comentário